A partir de novembro de 2024, ocorreram mudanças no financiamento de imóveis pela Caixa.
No conteúdo de hoje, vamos explicar quais foram essas mudanças e como isso impacta a compra da casa própria. Boa leitura!
As mudanças anunciadas pela Caixa Econômica Federal para o financiamento imobiliário mudam as condições de crédito oferecidas aos consumidores. Essas alterações vão desde a aquisição de imoveis até os limites de valor das propriedades elegíveis.
Uma das modificações diz respeito à diminuição dos percentuais máximos que podem ser financiados em relação ao valor total do imóvel. Essa medida afeta diretamente o montante que os compradores precisarão desembolsar como entrada.
As mudanças ocorreram nos contratos feitos pelo Sistema de Amortização Constante (SAC) e pelo Sistema Price (Tabela Price). Compare todas as alterações abaixo:
Regras antigas | Novas regras (nov/2024) |
Percentual máximo financiável: 80% do valor do imóvel | Percentual máximo financiável: 70% do valor do imóvel |
Valor mínimo de entrada: 20% do valor do imóvel | Valor mínimo de entrada: 30% do valor do imóvel |
Sem limite de valor para o imóvel financiado | Limite de valor do imóvel: R$ 1,5 milhão |
Regras antigas | Novas regras (nov/2024) |
Percentual máximo financiável: 70% do valor do imóvel | Percentual máximo financiável: 50% do valor do imóvel |
Sem limite de valor para o imóvel financiado | Limite de valor do imóvel: R$ 1,5 milhão |
Outra mudança significativa é a imposição de um teto para o valor dos imóveis que podem ser financiados através do SBPE. A partir de novembro, a Caixa limitou o financiamento a imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão.
Anteriormente não havia um limite estabelecido para o valor das propriedades financiáveis por meio desse sistema. A implementação desse teto visa direcionar os recursos do SBPE para uma faixa específica do mercado imobiliário.
A partir de agora, a Caixa não concederá novos empréstimos para aquisição de imóveis a clientes que já tenham um financiamento habitacional em andamento na instituição.
Essa medida limita a exposição ao risco tanto do banco quanto dos próprios mutuários, evitando situações de superendividamento e concentração de crédito em um único cliente.
Não! As mudanças no financiamento da Caixa Econômica Federal são válidas apenas para novos contratos, não afetando os financiamentos já existentes.
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O impacto mais imediato será a necessidade de ter um valor maior para a entrada do imóvel. Com a redução dos percentuais financiáveis, os compradores terão que arcar com uma parcela maior do valor total da propriedade.
Por exemplo:
Como consequência direta do aumento no valor da entrada, muitos consumidores poderão experimentar uma redução em seu poder de compra no mercado imobiliário.
Aqueles que tinham planejado adquirir um imóvel de determinado valor podem se ver obrigados a buscar opções mais modestas ou em localizações menos valorizadas para se adequar às novas exigências de entrada.
É importante destacar que as mudanças afetarão de maneira distinta cada comprador. Os consumidores de alta renda, com maior capacidade de poupança, poderão se adaptar mais facilmente às novas exigências de entrada.
Por outro lado, famílias de renda média e baixa poderão enfrentar desafios maiores para acessar o financiamento imobiliário nas novas condições.
Um dos principais motivos que levaram à revisão das regras de financiamento é a redução nos depósitos da caderneta de poupança observada nos últimos meses.
Dados do Banco Central revelam que setembro de 2024 registrou o maior volume de saques líquidos do ano, com os correntistas retirando R$ 7,1 bilhões a mais do que depositaram.
Essa tendência de saques na poupança, que já se estende por três meses consecutivos, impacta diretamente a disponibilidade de recursos para o financiamento imobiliário, uma vez que o SBPE utiliza esses depósitos como fonte principal de arrecadação.
Enquanto os depósitos na poupança diminuem, a demanda por crédito imobiliário está em crescimento. A Caixa Econômica Federal reportou um aumento de 28,6% nas concessões nos primeiros nove meses de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023.
Esse cenário de alta demanda e redução nas fontes de recursos cria um desequilíbrio que precisa ser gerenciado pelo banco para garantir a sustentabilidade das operações de crédito habitacional a longo prazo.
A Caixa informou que sua carteira de crédito habitacional deve superar o orçamento para 2024. As novas regras, portanto, também visam adequar as operações de financiamento às metas e limites orçamentários estabelecidos pelo banco para o ano.
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