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    O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito trabalhista assegurado aos empregados no Brasil, com o objetivo de garantir a proteção em casos de demissão sem justa causa, entre outras situações específicas. Contudo, é importante compreender que o atraso no pagamento do FGTS por parte da empresa é uma prática ilegal e pode acarretar consequências jurídicas. 

    Neste artigo, discutiremos sobre os limites e as implicações do atraso no recolhimento do FGTS por parte das empresas, destacando as penalidades legais e os direitos dos trabalhadores diante dessa situação. Veja a seguir aqui no Blog Mercantil.

    O que é o depósito do FGTS?

    O depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) refere-se a uma obrigação financeira do empregador no Brasil. Todo empregador é responsável por depositar, em uma conta vinculada em nome do trabalhador, uma quantia correspondente a 8% do salário bruto do empregado. Esses depósitos devem ser feitos mensalmente até o dia 7 do mês subsequente ao mês trabalhado.

    O FGTS foi criado como uma forma de proteção aos trabalhadores, garantindo recursos em situações específicas, como demissão sem justa causa, doenças graves, aquisição da casa própria, entre outras circunstâncias previstas em lei. É importante ressaltar que o não cumprimento dessa obrigação por parte do empregador configura uma prática ilegal, sujeita a penalidades e podendo gerar direitos trabalhistas para o empregado.

    É obrigatório o depósito mensal do FGTS?

    Sim, o depósito mensal do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é obrigatório para todos os empregadores no Brasil. Conforme a legislação trabalhista do país, os empregadores devem realizar depósitos equivalentes a 8% do salário bruto de cada trabalhador em uma conta vinculada em nome do empregado. Esses depósitos devem ser efetuados até o dia 7 do mês seguinte ao mês trabalhado.

    Leia também: Qual o valor do FGTS para quem recebe um salário mínimo?

    O que acontece se a empresa não depositar meu FGTS?

    Se a empresa não depositar corretamente o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador, ela estará sujeita a diversas consequências legais e trabalhistas. Algumas das principais repercussões incluem:

    • Multa: A empresa pode ser multada pela não realização ou atraso nos depósitos do FGTS. As multas são estabelecidas conforme a legislação vigente e podem variar de acordo com a gravidade da infração.
    • Correção e Juros: Além da multa, os depósitos em atraso estarão sujeitos a correção monetária e juros, visando compensar o trabalhador pelos prejuízos causados pelo atraso.
    • Ação Judicial: O trabalhador prejudicado pode ingressar com uma ação judicial para cobrar os valores devidos. Nesse caso, a empresa pode ser obrigada a realizar os depósitos atrasados e pagar as multas, correções e juros determinad os pela justiça.
    • Implicações Trabalhistas: O não pagamento regular do FGTS pode ser considerado falta grave no cumprimento das obrigações trabalhistas, podendo ser usado como argumento em eventuais processos por demissão sem justa causa.
    • Restrições Empresariais: A empresa inadimplente com o FGTS pode enfrentar restrições no acesso a linhas de crédito, participação em licitações e obtenção de certidões negativas, o que pode afetar sua reputação no mercado.

    Portanto, é fundamental que os trabalhadores estejam cientes de seus direitos em relação ao FGTS e, em caso de irregularidades, busquem orientação junto aos órgãos competentes ou consultem um advogado trabalhista para tomar as medidas cabíveis.

    Leia também: 50 possíveis perguntas sobre Saque FGTS

    Quanto tempo a empresa pode atrasar o depósito do FGTS?

    O depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve ser realizado mensalmente pelos empregadores até o dia 7 do mês seguinte ao mês trabalhado. Portanto, não é permitido que a empresa atrase regularmente esse pagamento. O atraso nos depósitos do FGTS é uma prática ilegal e pode acarretar diversas consequências legais e trabalhistas para a empresa, como multas, correção monetária, juros, e até mesmo ações judiciais por parte dos trabalhadores.

    Caso a empresa atrase esporadicamente, é importante que ela regularize a situação o mais rápido possível para evitar acumulação de penalidades. Se o atraso persistir, é recomendável que os trabalhadores prejudicados busquem orientação junto aos órgãos competentes, como o Ministério Público do Trabalho, e considerem a possibilidade de consultar um advogado trabalhista para proteger seus direitos.

    Em resumo, o atraso no depósito do FGTS é uma infração trabalhista e deve ser tratado com seriedade pelas empresas, pois pode resultar em sérias consequências legais e financeiras.

    Leia também: Saiba o que é Certidão FGTS e como consultar CRF pelo site

    Quais são as medidas legais caso a empresa não deposite no prazo?

    Se a empresa não realizar os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no prazo estabelecido por lei, o trabalhador pode adotar diversas medidas legais para proteger seus direitos. Algumas dessas medidas incluem:

    • Comunicação com a Empresa: O trabalhador pode, inicialmente, comunicar a empresa sobre o atraso nos depósitos do FGTS e solicitar a regularização da situação.
    • Denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT): Caso a empresa não resolva o problema, o trabalhador pode denunciar a situação ao Ministério Público do Trabalho, apresentando evidências do não cumprimento da obrigação.
    • Procurar o Sindicato: O trabalhador pode buscar orientação e apoio junto ao sindicato da categoria profissional a que pertence. O sindicato pode auxiliar na resolução do problema e, se necessário, iniciar procedimentos legais.
    • Reclamação Trabalhista: O trabalhador tem o direito de ingressar com uma reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho para buscar a regularização dos depósitos, além de pleitear multas, correção monetária e juros referentes aos valores devidos.
    • Ações Individuais ou Coletivas: Dependendo da situação e do número de trabalhadores afetados, pode ser possível ingressar com ações individuais ou coletivas para garantir os direitos de todos os envolvidos.

    É fundamental que o trabalhador reúna documentação que comprove o atraso nos depósitos, como holerites, extratos do FGTS, e qualquer outra evidência relevante. Além disso, a orientação de um advogado trabalhista pode ser crucial para guiar o trabalhador nas melhores estratégias legais a serem adotadas em seu caso específico.

    Leia mais: Como consultar o extrato FGTS e verificar os saques disponíveis?

    Como entrar com uma ação contra a empresa?

    Para entrar com uma ação contra a empresa devido ao não depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou outras irregularidades trabalhistas, é necessário seguir alguns passos. Vale ressaltar  que a orientação de um advogado especializado em direito do trabalho é fundamental para guiar o trabalhador adequadamente no processo. Aqui estão os passos básicos que podem ser seguidos:

    • Reúna Documentação: Colete documentos que comprovem a relação de trabalho, como contratos, holerites, extratos do FGTS, e qualquer outra evidência que sustente sua reclamação.
    • Converse com o Empregador: Antes de iniciar uma ação judicial, é recomendável que o trabalhador comunique formalmente a empresa sobre a situação e tente resolver o problema por meio de negociação ou mediação.
    • Procure o Sindicato: Entre em contato com o sindicato da sua categoria profissional para obter orientação e possível assistência na resolução do conflito. Muitas vezes, o sindicato pode intervir em nome do trabalhador.
    • Ministério Público do Trabalho (MPT): Caso as tentativas anteriores não tenham sucesso, o trabalhador pode procurar o Ministério Público do Trabalho para apresentar uma denúncia. O MPT pode atuar na mediação e, se necessário, ajuizar uma ação.
    • Contrate um Advogado: Consulte um advogado especializado em direito do trabalho. O profissional poderá avaliar a situação, informar sobre os direitos do trabalhador e orientar sobre os próximos passos.
    • Ação na Justiça do Trabalho: Se não houver acordo e for necessário buscar reparação na Justiça, o advogado pode ingressar com uma ação trabalhista na Justiça do Trabalho. O processo pode envolver audiências, perícia, e eventualmente resultar em decisões favoráveis ao trabalhador, com a determinação de pagamento dos valores devidos, multas e outros encargos.

    Cada caso pode ser único, e a orientação de um profissional jurídico é essencial para garantir que todos os procedimentos legais sejam seguidos corretamente.

    Quanto tempo demora para sair o resultado de uma ação do FGTS?

    O tempo para sair o resultado de uma ação relacionada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode variar consideravelmente e depende de diversos fatores, como a complexidade do caso, a quantidade de processos na vara ou tribunal, entre outros. Algumas etapas do processo judicial podem incluir:

    • Audiências Preliminares: Geralmente, ocorrem audiências iniciais para tentativas de conciliação entre as partes. O resultado dessas audiências pode ser imediato ou levar algumas semanas.
    • Perícia Técnica: Se houver necessidade de perícia técnica para calcular valores devidos, o processo pode ser prolongado até a conclusão do laudo pericial.
    • Sentença: Após todas as etapas do processo, incluindo a produção de provas, audiências e alegações finais, o juiz proferirá a sentença. O tempo para a emissão da sentença pode variar, sendo possível levar alguns meses.
    • Recursos: Caso uma das partes recorra da decisão, o tempo para que haja um resultado final pode ser ainda mais prolongado, dependendo da instância do tribunal e do volume de processos em andamento.

    Portanto, não há um prazo fixo para que o resultado de uma ação do FGTS seja emitido. É importante estar ciente de que o processo judicial pode demandar tempo e paciência. A melhor maneira de obter informações específicas sobre o andamento do seu caso é consultar o advogado responsável pelo processo, pois ele terá acesso às informações atualizadas diretamente do sistema judicial.

    Qual o prazo para pagamento dos atrasados do FGTS?

    Quando uma ação judicial é movida para cobrar valores atrasados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o prazo para o pagamento dos valores determinados em decisão judicial pode variar. Após a conclusão do processo, a empresa pode ser notificada a efetuar o pagamento no prazo estabelecido pelo juiz responsável pela causa.

    O prazo para o pagamento costuma ser determinado na sentença ou em algum despacho posterior. É comum que a Justiça estabeleça um prazo razoável para que a empresa efetue o pagamento dos valores devidos, considerando a situação específica do caso.

    Caso a empresa não cumpra o prazo determinado, o trabalhador ou seu advogado pode tomar medidas legais adicionais para garantir o recebimento dos valores, como a execução da sentença, que pode envolver o bloqueio de valores nas contas da empresa.

    É importante destacar que cada caso é único, e o acompanhamento do processo por meio do advogado é crucial para garantir que todos os procedimentos legais sejam seguidos corretamente e que o trabalhador receba os valores atrasados do FGTS dentro dos prazos estipulados pela Justiça.

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